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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

ainda sobre a cirurgia aos olhos

Na revista Saber Viver de Janeiro descobri este pequeno artigo que vou transcrever para aqui.


Olho Nu

Tire os óculos durante 30 segundos e imagine que, após esse desfocado instante, não terá de os voltar a colocar para ver o mundo com bons olhos. É o que acontece a quem recorre à cirurgia refractiva com laser, o tratamento mais avançado e seguro para corrigir a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia.
«Primeiro faz-se uma incisão superficial no olho, criando uma fina película. Esse retalho é depois repuxado para trás, de modo a expor a córnea ao laser, que irá corrigir a curvatura do olho, eliminando um pequeno conjunto de células. O retalho é recolocado sem pontos, dado que a sua aderência é muito forte e rápida», explica Luís Gouveia Andrade, oftalmologista.

A cirurgia é feita aos dois olhos no mesmo dia, sob anestesia local, e não é dolorosa. A taxa de sucesso ronda os 98 por cento e os riscos são bastante reduzidos. «O laser incorpora uma tecnologia que fixa o centro do olho, com três miras. Mesmo que o doente se mova, o laser acompanha o olho. Se o movimento for mais brusco o laser pára*1», explica o oftalmologista.

No período pós-operatório é comum sentir algum ardor e terá de aplicar um colírio anti-inflamatório, de duas em duas horas. Ao sair da operação não verá bem durante algum tempo, pelo que deve ir acompanhada e usar óculos escuros. «Ao chegar a casa convém descansar num espaço com pouca luz ou às escuras*2. Não deve esfregar os olhos e, pelo menos, durante 15 dias, deve evitar ambientes com muito fumo», aconselha.

Um dia após a operação, a paciente fica com uma visão de cerca de 80 a 90 por cento, que lhe garante uma autonomia completa em relação aos óculos ou às lentes de contacto. «Haverá um período de adaptação, em que a visão terá pequenas flutuações*1, mas sempre ao nível do bom, muito bom». Esta instabilidade, que não interfere no dia-a-dia mas pode causar algum cansaço, dura cerca de dois a três meses*1.


Para recorrer à cirurgia refractiva com laser é fundamental ter mais de 18 anos, uma boa função lacrimal*2 e a graduação estabilizada há, pelo menos, um ano.
Problemas oculares recentes e certas características do próprio olho podem contra-indicar o tratamento.
Em cinco a dez por cento dos casos o paciente mantém cerca de meia dioptria.
A partir dos 40 anos surge uma situação inevitável e intratável com o laser, o cansaço visual para perto («a vista cansada»), que obriga ao uso de óculos para ver ao perto.


Alternativa ao laser
A colocação de uma lente intra-ocular na câmara posterior do olho, entre a íris e o cristalino, pode ser indicada, por exemplo, para pacientes com mais de sete dioptrias - o máximo que o laser consegue corrigir. Este procedimento, que implica anestesia geral e a abertura do globo ocular, «permite corrigir totalmente a miopia ou a hipermetropia excessiva, mas não o astigmatismo», refere o oftalmologista. No caso de uma miopia muito elevada e astigmatismo aplica-se uma técnica combinada: «primeiro coloca-se a lente intra-ocular de modo a corrigir a miopia e, após a estabilização, ao fim de cerca de um mês e meio, trata-se o astigmatismo com laser», conclui.


*1 Durante algum tempo achava que nunca iria ver perfeito do olho direito. As flutuações eram muitas e drásticas quando comparadas com o olho esquerdo. E eu sempre achei que isto se devia a ter mexido este olho durante a operação. Afinal não :) e menos de um mês após a cirurgia já vejo sempre perfeito. Ocasionalmente ainda surgem pequenas flutuações mas nada que interfira com a visão plena, a minha vida e o meu trabalho.

*2 O primeiro dia após a cirurgia só estava bem de olhos fechados e tinha passado a noite e parte do dia com as lágrimas a escorrer às vezes ininterruptamente. Quando chegava a noite via sempre muito melhor e durante o dia os óculos escuros eram obrigatórios.
publicado por Claudia Borralho às 14:08
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Lasik eye surgery

Para responder às perguntas que me foram deixando no post que anunciava a cirurgia, aqui fica: Esta operação era um desejo muito antigo. Ainda eu não tinha conseguido dar o passo para as lentes de contacto já colocava nos meus planos futuros a cirurgia aos olhos. Mas foi ficando adiada, adiada.
Primeiro porque tinha que parar o crescimento, depois porque a graduação deveria estabilizar*, depois surgiu astigmatismo para juntar à miopia e ainda não se corrigia isso, e o dinheiro claro.
Com o fantástico seguro de saúde do trabalho e várias colegas minhas a fazer a operação tudo se proporcionou, e quando uma colega minha fez a operação há cerca de um ano eu fiz as continhas e decidi fazer uns meses depois do bebé nascer.

Cuidados antes da operação foram apenas a consulta e exames prévios e deixar de usar as lentes um ou dois dias antes da cirurgia.

Quando finalmente chegou a minha vez de fazer a cirurgia (aquilo atrasou-se umas 4 horas!) vestiram-me uma bata (por cima da minha roupa), touca a prender os cabelos e botinhas por cima dos sapatos. Deram-me um benuron e meio calmante e começaram a pôr-me gotas nos olhos. Fica-se à espera um bocadinho que as gotas façam efeito (anestesiante, claro!).

Depois lá fui eu para a sala. Estava cheia de senhores "in scrubs" ;), não estava à espera de tanta gente.

A parte mais difícil foi o agarrarem o olho. Já umas horas antes tinha falado disto com a minha colega, ela dizia que isto não custava nada, que depois das gotas, abriam o olho e antes de darmos conta já tava a coisa agarrada.
Comigo não foi bem assim. Custou e muito. É difícil abrir bem o olho. E mantê-lo quieto...

Lá estava eu a respirar fundo, porque com a tensão o olho aumenta e fica apertado contra o anel de ferro que segura o olho, e não há gotas milagrosas que valham, magoa um bocadinho.

Depois foi tentar relaxar e olhar para as luzinhas. Eu tentei levar a coisa na desportiva e só pensava  "respira fundo, olha para as luzinhas bónitas". É um pouco surreal porque vemos tudo o que estão a fazer, películas para cima e para baixo, limpar o olho... enfim. Respirar fundo e olhar para as luzinhas e tentar ignorar o cheiro a queimado. A operação é um instante.

E depois de um olho, o outro a seguir.

A seguir à operação não estamos ceguetas mas quase. Conseguimos ver, mas tudo está muito nublado, muito turvo, muito desfocado.

Tive de dormir com umas palas transparentes nos olhos, para os proteger. E no dia seguinte continuamos a ver tudo nublado e vamos colocando gotas de três em três horas.
No dia a seguir à operação fui vista pelo médico. Um olho mais adiantado que o outro (eu queixava-me de algumas dores no olho direito).

Não há milagres, a recuperação vai-se fazendo.

Agora gotas três vezes ao dia e depois de uma semana, só gotas à noite.

Ainda não vejo muito bem, ou melhor... vejo hiper bem do olho esquerdo (visão próxima dos 133% em vez de 100%) e do direito um bocado mal. O olho direito está um bocado atrasado. Não há milagres.

Perguntei à minha colega quanto tempo tinha levado a ver mesmo bem. Diz-me três meses! Bolas, não estava à espera de milagres mas nunca pensei que fosse tanto tempo.

É muito bom andar sem lentes e sem óculos :D

*a minha nunca esteve completamente estável, mas o aumento que teve nos últimos 4 anos foi considerado não significativo pelo médico
sinto-me: feliz mas um pouco cegueta
publicado por Claudia Borralho às 15:01
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

pró natal de mim para mim

Uma operação aos olhinhos.

E daqui por umas semanas digo adeus aos óculos, líquidos e lentes de contacto!
sinto-me: estupidamente feliz
publicado por Claudia Borralho às 15:11
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