Lilypie 1st Birthday Ticker
Quinta-feira, 8 de Julho de 2004

she drives me crazy

Eu gostava de ter uma daquelas relações fantásticas com a minha mãe. Daquelas em que mãe e filha são as melhores amigas. Eu gostava de vir a ter uma relação assim com os meus filhos. Mas, não só não vejo filhos no meu futuro, como o meu relacionamento com a minha mãe é péssimo! Eu amo a minha mãe, adoro-a absolutamente, mas se existe alguém no mundo capaz de me deixar sem um pingo de paciência, hiper nervosa, a sentir-me culpada, a gritar, a bater com as portas a querer fugir dali a sete pés... esse alguém é única e exclusivamente a minha mãe. Ela tem aquele dom de tocar em todas aquelas teclas especiais que nos deixam irritados. E ela toca em todas ao mesmo tempo. A minha mãe consegue transformar uma rapariga simpática e normal num absoluto monstro, tudo numa questão de segundos. Não há dia nenhum que esteja com ela, e às vezes até só pelo telefone, que ela não me transforme nesse monstro (há dias que ela ainda tenta mas eu consigo fugir a tempo... mas são uma minoria). Parece ser incapaz de não o fazer, mesmo que tente dizer-lhe para não me dizer e repetir certas coisas porque me estão a irritar ela continua... aliás ela transforma o facto de eu dizer tal coisa em mais uma razão para me xingar o juízo! Estou farta, mas dela é impossível divorciar-me (não só porque a amo, mas porque simplesmente não nos podemos divorciar duma mãe). Nem um rio entre nós a consegue parar, mesmo um grande como o Tejo. Se eu vivesse do outro lado do planeta ela ia continuar a ser assim! Tem dias que me deixa em tal estado que levo horas a acalmar-me (mesmo já não estando ao pé dela e a ouvir a minha música favorita em repeat) grrrrrrrrrr Porque é que ela e eu temos de ser assim? Porque é que eu não consigo mudar?
publicado por Claudia Borralho às 23:11
link do post | comentar | favorito
|
12 comentários:
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 15:41
Que pais tão chatos que vocês têm. Eu dou-me lindamente com os meus pais, somos todos adultos e é assim que nos tratamos já há muitos anos. E eles vivem no quarteirão a seguir ao meu.pedro
(http://www.lifeissimple.org)
(mailto:monkey@netvisao.pt)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 15:16
ora ora, axo k e' assim com toda as mulheres ihihtatas
(http://www.livejournal.com/users/supertatas/)
(mailto:tatas@netcabo.pt)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 14:31
Welcome to the club!
Eu sempre achei que era por morar demasiado perto (moro no andar de cima), e tb não é só com a mãe, é com o pai também.
Têm a mania que sabem sempre tudo, aliás que só eles são os os únicos detentores da verdade. Aaaahhhhhhhhhhhhh, não há filha que aguente, em compensação tenho uma sogra (?), que é um doce.
Justificação do (?): Vivo com ele há menos de um mês, embora tivéssemos namorado durante quase dois anos, além de que já tive um casamento anterior, do qual tenho uma filha, achas que já lhe posso chamar sogra? Ginhos, adoro o teu blog, venho cá várias vezes por dia espreitar, para ver se há alguma coisa (post) nova.AmarPerdidamente
</a>
(mailto:amarperdidamente@hotmail.com)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 11:22
pois... mas o prob não é ser às vezes... é ser sempre!morgy
</a>
(mailto:babe@babe.pt)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 11:00
Acho que a maioria das pessoas vive uma situação idêntica à tua. Considero normal até porque, para a maior parte dos nossos pais, nós continuamos a ser pequeninos durante mtos e mtos anos! Eles não crescem ao nosso ritmo e acontece então, a dita "faísca". Ás vezes salta-nos a tampa... é inevitável, mas tb temos que entender e fazer entender determinadas coisas aos nossos pais. Depois há aqueles que nos ouvem e aqueles que não! Tem paciência amiga :-)catia
</a>
(mailto:catia.cabral@iol.pt)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 10:45
Bolas! Eu e que pensava que a minha era única! he, he! Eu acho que é possível que as nossas mães sejam clonadas! Que te parece?Pedro Custódio
(http://pecus.homeip.net)
(mailto:pedro.custodio@netvisao.pt)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 09:24
Houve...se calhar não és só tu que tens que mudar. Por vezes, os nossos pais esquecem-se que nós crescemos, q temos uma personalidade própria, q temos o nosso feitio, etc... e continuam a pensar que são «intocáveis» pelo simples facto de sererm PAIS. Chegará a vez da tua mãe perceber que se calhar também terá que se «moldar» à tua maneira de ser.
Já dizia Will Durant,«a educação é uma descoberta progressiva da nossa ignorância» - ou seja, entre outras coisas, nós nunca paramos de educar e de ser educados.
Os meus pais mudaram, por isso, os teus também irão mudar...JocasPati
</a>
(mailto:pereira.pires@sapo.pt)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 09:01
desde os meus catorze anos que via em forma de urgência o acto de sair de casa dos meus pais. os seus problemas começaram cedo a ser os meus problemas. o meu pai fechado no seu egoísmo de carreira viajava como um camaleão, trocando a camisola das derrotas e ostentando as camisas que ele julgava vitoriosas. o meu irmão errava em festas particulares onde esturrava o dinheiro que ganhava do céu e do inferno, remava numa barca dourada de mentiras e enganos, como o mais solene burguês. restava a minha mãe, que em várias doses de crises industriais, arrebatava em mim a força que não conseguia impelir nos outros. eu só queria estudar e amar os escritores como se eles fossem a minha verdadeira familia.
quando casei, e tive a minha casa, e a minha decoração, e o meu escritório, e o meu espaço finalmente respeitado mas em harmonia com a minha mulher pensei; 'que descanso será meu corpo estar livre agora das feridas e poder voar sem que as asas estejam coladas às costas e me doa o furar de casúlo da adolescência que foi minha vida negra meus medos suados o silêncio a fazer doer a garganta'.
hoje, vejo os meus pais uma vez por semana, e nem assim afinal me consigo desligar.
parece que estou sempre preocupado com o que estão a sentir, com o que pode acontecer com eles.
quando telefono à minha mãe e do outro lado ouço um espelho sem reflexo, penso que nem nesta fria distância eu me deixo de sentir atingido por eles.
assim só penso em adormecer e fingir que existe em qualquer pessoa um passado a ser apagado.
vou pensar que os pais são escritores.
e tentar convencer-me de que eles não são maus escritores, mas que só tiverem azar no último livro que escreveram...

andre drumont
(http://andredrumont.blogspot.com)
(mailto:andredrumont@hotmail.com)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 07:52
Há pouco tempo revi um episódio do Mad about you em que havia uma conversa mais ou menos assim: how come our parents can always push your buttons?! // Well... they installed them! :)pedro
(http://odio.blogs.sapo.pt)
(mailto:monkey@netvisao.pt)
De Anónimo a 9 de Julho de 2004 às 00:10
Não pode ser assim tão atrofiante (falando sem conhecimento de causa)... Quando vou a casa geralmente nunca há confusão nenhuma(e se houver tb é com a mãe)... As mães são mesmo terriveís, lol... Tás na minha lista vip...Ricardo
(http://www.pequenoradioamarelo.blogger.com.br)
(mailto:saraivacorreia@iol.pt)

Comentar post

.mais sobre mim

. Fiz eu!

. Oriana

. Ideias de Prendas de Natal

.tags

. todas as tags

.pesquisar


.arquivos

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

. Janeiro 2004

. Dezembro 2003

badge