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Domingo, 11 de Julho de 2004

já perdi o medo do tempo que é tempo de perder com medo de te amar

Gosto de música tradicional portuguesa, e de tradicional irlandesa, e galega. Gosto de gaitas de foles, das portuguesas e das escocesas. Gosto de Quadrilha, de Gaiteiros, de Milladoiro e de Lorenna McKennitt. E gosto dos Toranja. E de muitas outras coisas que não me lembro agora. Hoje levantei-me e fui ouvir a minha mais recente música favorita em repeat. Queria decorar a letra toda. Deixo aqui duas das minhas letras favoritas. A primeira é a "Carta" dos Toranja (que ouvi hoje e outros dias em repeat) e a segunda é a "Trégua" dos Quadrilha que até já serviu de inspiração para um dos meus quadros e onde escrevi com letras recortadas do jornal: "já perdi o medo do tempo que é tempo de perder com medo de te amar". Aliás esta frase acaba por ser um pouco como a minha filosofia de vida, é certo que de vez em quando voltam os medos de me magoar, de estilhaçar o coração em mil pedaços. Mas de cada vez que é remendado vai ficando mais forte e mais vale amar por um dia do que passar uma vida sem amar. E como alguém dizia... os bons momentos já ninguém mos tira.

Carta - Toranja
Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas caissem em teus pés. Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir faça bem ao escudo que és. Saudade é o ar que vou sugando e aceitando como o fruto do verão, jardins do teu beijo. Mas sinto que sabes que sentes também que um dia maior serás trapézio sem rede, pairar sobre o mundo e em tudo o que vejo. É que hoje acordei lembrei-me sou mago, feiticeiro, que a minha bola de cristal é folha de papel. Nela te pinto nua, nua, numa chama minha e tua. Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados, aos quais te vais moldando. E todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração são mais como paredes e tectos cujos vidros vais pisando. Passei o dia em que acordaste por cima de todos os teus números, raízes quadradas, somas subtraídas, sempre com a mesma solução. Ahhh podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso, harmonioso ao teu gesto mimado e à palma da tua mão. É que hoje acordei lembrei-me sou mago, feiticeiro, que a minha bola de cristal é folha de papel. Nela te pinto nua, nua, numa chama minha e tua. Numa chama minha e tua. Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos deuses, mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei com o refúgio dos meus sentidos, pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti. É que hoje acordei lembrei-me sou mago, feiticeiro. Nela te pinto nua, nua, numa chama minha e tua. Numa chama minha e tua. Ainda magoas alguém, o tiro passou-me ao lado, ainda magoas alguém. Se não te deste a ninguém, magoaste alguém, a mim passou-me ao lado. A mim passou-me ao lado.

Trégua - Quadrilha
Agora a noite é nossa, fala baixo oh borboleta, findaram os combates nas ruínas. Entrega ao arvoredo a cor que é do teu corpo, abandona os mistérios de menina. Já se ouve a cascata no monte menina, perto da gruta renasceu. Já se ouve o burburar do lago onde há pouco o luar, cansado adormeceu. Vejo sombas calmas na montanha menina, sonho o teu corpo a naufragar. Já perdi o medo do tempo que é tempo de perder, com medo de te amar. Agora a noite é nossa, fala baixo oh borboleta, findaram os combates nas ruínas. Entrega ao arvoredo a cor que é do teu corpo, abandona os mistérios de menina. Já se ouve a cascata no monte menina, perto da gruta renasceu. Já se ouve o burburar do lago onde há pouco o luar, cansado adormeceu. Deixa que os cavalos se afastem menina, já não vês lanças a brilhar. Agora que a noite nos deu trégua, é tempo de uma noite, sem trégua para te amar. Agora a noite é nossa, fala baixo oh borboleta, findaram os combates nas ruínas. Entrega ao arvoredo a cor que é do teu corpo, abandona os mistérios de menina.
publicado por Claudia Borralho às 12:03
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4 comentários:
De Anónimo a 12 de Julho de 2004 às 12:57
Também gosto muito desse tipo de música...
Agora ando viciada numa gaiteira galega, a Cristina Pato, conheces?? É muito bom...pink lady
(http://borboletasnabarriga.weblog.com.pt)
(mailto:borboleta@happyhippie.com)
De Anónimo a 12 de Julho de 2004 às 08:34
Ups....é segunda-feira sorry....
Adoro a tua manira de encarar as coisas e a tua forma de estar na vida. Boa míuda! JocasPati
</a>
(mailto:pereira.pires@sapo.pt)
De Anónimo a 11 de Julho de 2004 às 22:06
também adora quadrilha e musica tradicional portuguesa. excelente gosto ;-). beijinhossonia
(http://horasnegras.blogs.sapo.pt)
(mailto:soniadealmeida@sapo.pt)
De Anónimo a 11 de Julho de 2004 às 13:49
Bem... Hummm... Bem... Hummm... Bem é só para dar-te uma joca e um bom resto de Domingo... Muito cansado para dizer qualquer coisa de jeito...Ricardo
(http://www.pequenoradioamarelo.blogger.com.br)
(mailto:saraivacorreia@iol.pt)

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