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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

curetagens vulgo "abortos"...

Sempre mantive a minha opinião de que os abortos clandestinos nunca iriam acabar só por ser aprovada a despenalização. A despenalização é um remendo não é uma solução. Dá muito trabalho a educação sexual, os apoios psicológicos e monetários, a desburocratização das adopções e opta-se pelo remendo... um remendo muito mal feito deva-se dizer.

Ontem apareceu lá uma rapariga com um aborto incompleto. Segundo ela "achava que tinha estado com 8 semanas". Mas tinha as mamas cheias e com colostro! Ou seja, pelo menos no 2º Trimestre deve ter estado...
Foi fazer o aborto num habilidoso qualquer. Correu mal. Ficou com restos e infectou tudo.
A médica lá lhe limpou o útero (um cheiro que nem vos conto).
Vi-me na ambivalência de querer ver o conteúdo que saiu por curiosidade de como seria o aspecto do feto e não querer ver para não me impressionar. Acabei por ver... afinal eram só restos placentares. Segundo uma colega, a rapariga contou que em casa lhe tinha saído um pedaço com cerca de 10 cm! Provavelmente o feto!
Mais uma vez, para ter esse tamanho, tinha de estar no 2º Trimentre da gravidez!...
Fiquei a pensar naquele bebézinho a ser arrancado do útero... fiquei tão triste por aquela pequena vida ter acabado assim...

in Crónicas de uma Enfermeira
sinto-me:
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publicado por Claudia Borralho às 10:34
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2 comentários:
De Crisálida a 15 de Novembro de 2007 às 01:37
Nossa... Triste é pouco... Matar um bebêzinho assim, justo no lugar onde deveria ser o mais seguro para ele: o ventre da sua mãe...
De Su a 4 de Janeiro de 2008 às 23:27
Pois... por essas é por outras é que votei NÃO, correndo o risco de ser axincalhada por todas as mentes liberais que encararam este referendo como a solução para os problemas de gravidezes indesejadas. Porque sabia que a lei ía ser de M****, que não seria adaptada à nossa realidade, que adolescentes continuariam a abortar em parteiras pouco (ou nada escrupulosas),que gentes de baixa condição económica não iriam abortar (uma criança a mais é mais um rendimento mínimo lá em casa) e que esta lei só serviria para o contribuinte pagar abortos de quem é informado e deveria ter evitado uma gravidez e não usado a IVG como contracepção, é que votei NÃO, mesmo sabendo que me censuram e (provavelmente) apelidam de intolerante.
-só pedia uma lei que contemplasse aconselhamento sério, oferta de informação sobre outras possibilidades e um período de reflexão razoável para decidir depois de fornecidos todos os dados...

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